quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quem somos nós?

Pessoal,

No contínuo de nossas reuniões, segue este blog. Disponho abaixo a sinopse do filme "Quem somos nós?", que será alvo de nossos debates na reunião de amanhã (01.07), às 16h, na casa do Fábio.

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Fonte: UOL CINEMA

Quem somos nós?
Rubens Ewald Filho

Nascido para ser cult movie, este filme diferente ficou mais de um ano em cartaz numa sala em Los Angeles. Depois em São Paulo, também saiu num circuito pequeno e ficou numa única sala criando um publico atraído pelo Boca a Boca. Naturalmente, a critica não entendeu nada chamando-o de "auto-ajuda". Até pode ser um pouco, mas por que não? Que mal há nisso? O fato é que esta é uma original tentativa de misturar gêneros. Ou seja é um documentário diferente, usando atores e personagens, no caso uma atriz premiada com o Oscar, Marlee Matlin no papel da heroína que passa por todos os problemas e dificuldades.

Foi batizado no Brasil de "Quem Somos Nós?". O que não deixa de ser bastante pretensioso. Uma pergunta que, aliás, o filme não pretende responder. Muito melhor é o título original que seria "What the Bleep do We know?" (Bleep - ou blipado, é a maneira que a censura americana na televisão elimina os palavrões. Substitui aqui o expletivo Fuck. Portanto, literalmente seria "Que P**** Sabemos?".

O filme aborda a física quântica de forma leve, deixando-a menos didática e chata, além de questionar o tempo todo o que seria o que vemos. O que é real ou irreal. E como damos valor exato, verdadeiro, para as coisas que nos apresentam no universo. Mais exatamente, se podemos ou não ter certeza se certos objetos "são o que são". Na parte final do filme, um cientista é questionado sobre a existência de Deus. Responde que tem dúvidas, mas se sente como um peixe no oceano. Neste exemplo do peixe, é como se quisessem mostrar o que seria essa dimensão quântica. Os peixes, seríamos nós, e o oceano, seria Deus. Depois falam da utilidade de se pensar quanticamente e como esta nova maneira de ser poderia nos ajudar no dia a dia.

Dão um exemplo: A água de uma fonte de montanha radiografada molecularmente por um cientista fotógrafo tinha uma certa composição, um desenho, e depois de abençoada por um monge budista, esta mesma água, novamente radiofotografada, apresentava uma outra estrutura mais colorida e com um desenho mais bonito. E o cientista diz, se somos feitos basicamente de água, 65%, então uma reza teria este mesmo efeito no corpo humano.

Mas basicamente, o que seria essa percepção que observa? Como é essa realidade que nós humanos construímos? Num exemplo no filme, a realidade não é simplesmente aquilo que vemos. Comprovadamente podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. E isso é o mais difícil de aceitar. Difícil de entender? Talvez, o filme tenta tornar acessível através de depoimentos e historietas, informações revolucionárias e fundamentais para o homem moderno, dando margem à infindáveis especulações. Mas por isso mesmo fascinante.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Notícia Coincidentemente Triste

Pessoal, segue abaixo notícia retirada do Portal G1:

"O escritor português José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa em Lanzarota, nas Ilhas Canárias, nesta sexta-feira (18).

A informação foi passada à agência de notícias EFE pela família do escritor de "Ensaio sobre a cegueira".

O escritor português era um dos maiores nomes da literatura contemporânea e vencedor de um prêmio Nobel de Literatura no ano de 1998 e de um prêmio Camões - a mais importante condecoração da língua portuguesa.

O autor era tido como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época.

Entre seus livros mais conhecidos estão "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A balsa de pedra" e "A viagem do elefante".

"Ensaio sobre a cegueira" foi levado às telas em um produção hollywoodiana filmada pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles (de "Cidade de Deus") em 2008.

No mesmo ano, uma exposição sobre o trabalho de Saramago foi exibida no Brasil. "José Saramago: a consistência dos sonhos" trazia cerca de 500 documentos originais e outros tantos digitalizados, reunidos em um formato que, misturando o tradicional e a tecnologia moderna, levavam o visitante a uma agradável e rara viagem pela vida e pela obra do escritor português.

Veja, abaixo, uma lista de romances escritos por Saramago
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio Sobre a Cegueira, 1995
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009"


O mais chocante pra mim foram as circunstâncias em que fiquei sabendo: ainda agora, quando minimizei o relatório sobre "Caim" que eu começava a fazer e abri a página da Globo.com. Está aparecendo como manchete principal... =(

Que ele descanse em paz.


Abraços..

terça-feira, 25 de maio de 2010

Próxima Reunião

Pessoal,

A próxima reunião na qual debateremos "Caim" de José Saramago será:

Data: 27/05/2010 (QUINTA-FEIRA)
Horário: 16h
Local: Sala A5 - Bloco A - Campus Básico - UFPA


Lembrando que a participação é livre e gratuita, estendemos convite à todos(as) que tenham vontade de participar deste encontro.

Para aumentar esta vontade, vale a pena conferir alguns vídeos do autor disponíveis no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Vd3GBaZNtAw&feature=related ; http://www.youtube.com/watch?v=ihnAvfbX4Rk&feature=related ; http://www.youtube.com/watch?v=EyOcrtCwekM .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sinopse: "Caim" (José Saramago)


Para se deleitar com o sarcasmo de José Saramago: "Caim", livro escolhido para o próximo encontro.

Abaixo, um trechinho de uma resenha publicada na Revista CULT.

"Ao discutir constantemente com deus, caim desvela o absurdo de compreender qualquer texto em sua literalidade, como palavra absoluta; de ouvir sem interrogar, de agir sem duvidar, de compreender o texto arcaico de uma cultura como história universal e única verdade.

Nesse confronto, há uma interpelação contrária ao discurso narcísico em que o ser deus seria pura volição. A determinada altura, aí está uma revelação de fato, ou melhor, da ficção: “(…) a vida de um deus não é tão fácil quanto vocês creem, um deus não é senhor daquele contínuo quero, posso e mando que se imagina (…)”. Eis o alvo do dedo/deus: o leitor ingênuo, os leitores obedientes, também os que necessitam das catástrofes, e nós, na figura de um leitor implícito, convocados em cumplicidade com o herói caim, que vem pôr abaixo a substituição da humanidade, fundada no repetitivo discurso do Mesmo.

Esse é o caim outro, herói em conflito com o poder da palavra, em viagem da ficção, 'ao deus-dará', como indica o narrador."

SIMAS, Monica. No início era o verbo, depois vieram as interrogações. Revista Cult, São Paulo, n. 141, nov. 2009.

Até breve!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Primeira Contemplação da Arte e sua Inexatidão

O Lobo do Mar e o Pequeno Príncipe conduzem-nos em inquietantes viagens pela contraposição entre Ciência e Experîencia, Razão e Instinto, Viver e Morrer.

De um lado, O Pequeno Príncipe remete-nos ao entusiasmo e estranhamento de um ser em busca de todo conhecimento e vivência possíveis de serem percebidos por alguém, para realizar sua ascese à aceitação da missão, de modo a abraçá-la com amor e total entrega.

De outro, Lobo Larsen e Humpfrey nos angustiam e inquietam ante o contundente confronto entre a força bruta que a vida tem quando precisa salvar a si mesma e o racional apelo pela mantença dos valores de civilidade e humanidade que dão sentido a essa existência.

Na maresia dessas viagens, permiti-mo-nos, por um instante, indaganar-nos, juntamente com o curioso Principezinho, quem são os moradores da Terra. Seria a referência aos “reis negros” apenas uma manifestação de discriminação racista sem justificativa ou seria a utilização de uma metáfora (não menos influenciada por preconceitos seculares) dos muitos governadores maus que habitavam nosso planeta no momento histórico em que se produzia a obra?

Permita-mo-nos também refletir sobre que figuras estão representadas sob o ícone do Bêbado, o viciado que bebe para esquecer a vergonha de beber, sem resolver os problemas ou melhorar de qualquer modo a realidade da qual tem consciência que vive?

Eis que, nesse momento, algo na outra margem dessa viagem nos atrai a atenção como um espelho invertido: que mensagem nos traz ao coração a brutalidade solitária de Larsen, que conscientemente vive em degradante situação no alto mar, sem mudar sua situação apesar de ter conhecimento dela?

Indaga-mo-nos, pois, sobre o que motiva a mudança e a caminhada na vida das pessoas. Quem nos move é o sonho ou a esperança? Sonhos esperançosos ou a esperança de ter realizados nossos sonhos? E mais, em noites frias e úmidas, sob o peso da solidão, do descaso, da imundice, da fome e da dor, onde encontrar sonho e esperança que nos mova?

A viagem na margem do inexperiente Príncipe se mostra como cheia de esperança e entusiasmo, numa doce aceitação do destino por mais triste que ele possa afigurar aos espectadores, rumo a um final feliz eterno. A viagem na margem de Larsen e de Humpfrey desde o início se opõe a crença em qualquer tipo de eternidade metafísica, se mostrando como totalmente descrente de tudo aquilo não materialmente perceptível aos sentidos humanos, estabelecendo sua busca na imediata satisfação das necessidades biológicas do ser humano.

Nossa viagem em busca do que nos move e nos traz essa eterna felicidade continua para o próximo mês, sem pretender encontrarmos tão já as respostas para essas perguntas suscitadas, mas animados e revigorados pela partilha da inquietação e da dúvida.

Eis mais um mês de contemplação da arte e sua inexatidão.


30.04.2010

Suzany Brasil

sábado, 8 de maio de 2010

Sinopse "O Pequeno Príncipe"


"A história mágica que narra o encontro do Pequeno Príncipe , vindo de um lugar distante, com um aviador perdido no deserto. Juntos, eles compartilham experiências que divertem, encantam e tocam o coração. Os sábios questionamentos de um pequeno menino, buscando um pouco mais de sentido para a nossa existência farão o espectador, adulto ou criança, deparar-se com a meninice, fazendo a imaginação fluir no tempo, sentir o perfume de uma estrela, dialogar com uma raposa, ouvir a voz de uma flor, ver o brilho de uma fonte, escutar o barulho das folhas batidas pelo vento, visitar um rei distante, observar a maliciosa dança de uma serpente. Nestes encontros e desencontros desenha-se a história vivida pelo Pequeno Príncipe, pequeno em seu tamanho, contudo grande em suas virtudes, e, sem dúvida, ao seu lado, o universo, ou melhor, a vida, torna-se um lugar encantador".

Fonte: http://universodoprincipe.blogspot.com/2007/09/sinopse_28.html

(...com um pouco de atraso, mas acho que é cabível para deixar registrado nossas leituras.)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sinopse: "O Lobo do Mar" (Jack London)

"O Lobo do Mar é um romance de aventura psicológica, escrito em 1904 pelo romancista americano Jack London. Conta a história de um crítico literário e outros sobreviventes de um acidente marítimo que caem sob o domínio de Lobo (ou Wolf) Larsen, o poderoso e amoral capitão que os resgata em alto mar.

Sua primeira tiragem de quarenta mil cópias esgotou-se imediatamente, antes mesmo de sua publicação, em sucesso à altura do trabalho anterior de London, Chamado Selvagem. A respeito escreveu Ambrose Bierce: 'O grande mérito -- e ele está entre os maiores de todos -- é essa tremenda criação, Lobo Larsen... A inaudita idealização e a construção de uma figura como essa é tarefa suficiente para um homem em toda uma vida... O elemento amor, com suas supressões absurdas, e propriedades impossíveis, é implacável'."

Essa breve análise da obra eu tirei da Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Sea-Wolf) e é uma tradução livre. Ou seja, leiam a versão original que é melhor! =P

Abraços e boa leitura para todos!